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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Alguns cuidados ao guardar as pilhas
Para guardar pilhas novas deve obedecer a informação dos fabricantes dos aparelhos, com relação a pólos positivos e negativos das pilhas. Não misturar pilhas velhas com novas ou pilhas de sistemas eletroquímicos diferentes. Não remover o invólucro das pilhas. Já com as pilhas antigas não deve guardar, principalmente de forma aleatória. No caso de ocorrer vazamento, lave as mãos com água abundante; se ocorrer irritação procure o médico.
Por que as pilhas e baterias não devem ir para aterros?
Quando as pilhas vão para os aterros, ficam expostas à chuva e ao Sol, assim elas se rompem liberando no solo os metais pesados que atingem lençois freáticos, córregos e riachos, entrando na cadeia alimentar de vários animais. Os seres humanos podem ingerir essa água através de alimentos que foram irrigados pela água que contem os metais pesados.
O que cada componente da pilha causa em nós
- Mercúrio - O mercúrio causa disturbios renais e neurológicos alem de deficiências nos órgãos sensoriais.
- Cadmio - O cadmio causa danos no sistema nervoso,distúrbios metabólicos, disfunção renal e câncer.
- Chumbo - O chumbo causa perda de memória, dor de cabeça, lentidão de raciocínio, anemia, paralisia, náuseas, vômitos, cólicas, irritabilidade, alucinacão e depressão.
- Lítio - O lítio afeta o sistema nervoso central, gerando visão turva , ruídos nos ouvidos e tremores.
- Níquel - O níquel provoca gengivites, insuficiência renal, distúrbios respiratórios e dermatites.
- Zinco - O zinco provoca vômitos e diarréias.
- Cobalto - O cobalto causa bronquite, asma e conjuntivite.
- Manganês - O manganês provoca anemia, dores abdominais, vômitos, dores de cabeça, seborréia, tremor nas mãos, pertubação emocional e crises nervosas.
Do que as pilhas são formadas ?
AS PILHAS SÃO FORMADAS POR:
- Mercúrio (Hg2SCN)
- Chumbo (PbCrO)
- Cadmio (CDNO3)
- Lítio (LiNO3)
- Cobalto (CoCO3)
- Manganês (MnO2)
- Zinco (ZnS)
Destino da pilhas e baterias após ao uso
O que se sabe sobre o reaproveitamento e a reciclagem de certos tipos de materiais? Objetos como pilhas e baterias de celulares são altamente poluentes e devem ser encaminhados a empresas especializadas na reciclagem de materiais químicos.
As pilhas e baterias contêm metais pesados como o cádmio, o mercúrio e o chumbo e quando dispensados no lixo comum acabam indo para os aterros contaminando o solo, reservatórios de água podendo chegar às plantações. Esses componentes químicos causam diversas doenças, inclusive o câncer.
Para reciclar pilhas e baterias é necessário fazer um reprocessamento, ou seja, após o uso são transformadas novamente em matéria-prima. Esse reprocessamento é bastante tóxico. O material é triturado, misturado com ácidos, prensado e torrado. Depois de torrado, este material vira um granulado que ainda é moído resultando em um pó escuro que vira matéria prima para as indústrias de coloríficos.
No Brasil a única empresa licenciada e certificada para a reciclagem total desses materiais é a Suzakin Indústrias Químicas Ltda. Fátima Santos, especialista em Engenharia Ambiental e Gerente Técnica Comercial da Suzakim explica que tudo é reaproveitado, inclusive o lodo das estações de tratamento. “O plástico volta a ser novas peças plásticas, o aço é fundido e volta a ser linguote de aço, o restante será transformado em sais e óxidos metálicos que é a matéria prima para fabricação de corantes para pisos cerâmicos, tintas, vidros e refratários”, explica Fátima.
A engenheira explica que a Suzakim é a única certificada para este reprocessamento porque a empresa não sobrevive da reciclagem desses materiais e sim de resíduos do processo industrial de produção de empresas. Lá a reciclagem de pilhas e baterias acontece apenas uma vez ao mês, pois o volume de material recebido é cinco vezes menor do que a capacidade de reprocessamento da empresa, que é de 150 toneladas.
Dependendo do material a empresa paga ou cobra pela reciclagem, como é o caso das pilhas e baterias. Para que a reciclagem desses materiais seja viável para as recicladoras, Fátima diz que é preciso superar as barreiras da desinformação da população, da falta de iniciativas públicas e privadas incentivando a coleta e a reciclagem, e também os custos desse processo que ainda são altos em virtude dos dois primeiros fatores.
Apesar disso já é possível ver algum resultado. Algumas empresas têm trabalhado neste sentido e a população também tem se mexido nesta direção. A exemplo disso está a Drogaria São Paulo, que durante o ano de 2007 coletou 17 toneladas de pilhas e baterias através de suas lojas na grande São Paulo, interior e baixada santista. “Cada ano temos um aumento nessa coleta. Os clientes entregam as baterias e as pilhas usadas nas lojas e pela participação deles é que temos o sucesso dessa campanha”, diz Paulo Barreto dos Santos, da Segurança do Trabalho da Drogaria São Paulo.
Além da coleta, a Drogaria São Paulo também se compromete a fazer uma pré-triagem separando os componentes de cada tipo de bateria e pilha. Acondicionam em bombonas plásticas, identificam e encaminham para Suzakim. A empresa gastou cerca de R$25 mil em 2007 desde a coleta até o transporte dos materiais para a empresa Suzakim, localizada em Suzano, no interior de São Paulo.
Procure se informar onde existem postos de coleta de pilhas usadas e baterias fora de uso, além de outros materiais recicláveis em sua cidade ou região e passe a cooperar com o Meio Ambiente
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Como descartar pilhas e baterias
Como descartar pilhas e baterias
Pilhas e baterias possuem substâncias tóxicas e contaminam o meio ambiente
Pilhas e baterias são produtos que merecem cuidados especiais na hora de serem descartados, pois trazem substâncias tóxicas – metais – em sua composição.
Nas cidades onde há aterros sanitários, com sistemas de impermeabilização do solo, os metais tóxicos não causam danos ao meio ambiente. Mas na maioria das cidades brasileiras os resíduos ainda são depositados em lixões, que não têm qualquer sistema de impermeabilização. Assim, as substâncias tóxicas vão para o solo e contaminam os lençóis d’água subterrâneos.
A legislação brasileira proíbe o lançamento de pilhas e baterias a céu aberto, tanto em áreas urbanas como rurais, mas ainda não há um sistema estruturado de recolhimento de pilhas e baterias. Por lei, os fabricantes devem receber esse tipo de material descartado e encaminhado pelo consumidor.
Como descartar então?
Para começar, o consumidor consciente pode colaborar conhecendo um pouco mais a natureza dessa classe de produtos. A partir daí, fica mais fácil buscar a destinação final adequada para pilhas e baterias. O Instituto Akatu agrupa em grupos os tipos de pilhas e baterias disponíveis no mercado. Conheça mais.
Grupo 1
Pilhas e baterias de zinco-manganês, alcalinas-manganês, lithium, lithium ion, zinco-ar, niquel metal, hidreto, ou seja, as comuns, não-recarregáveis e as mais encontradas no mercado.
Podem ser descartadas no lixo doméstico porque carregam substâncias tóxicas em níveis baixos e permitidos pela legislação, ou seja, que não agridem o meio ambiente.
Grupo 2
Baterias de chumbo ácido (usadas em automóveis), de níquel cádmio (as do tipo recarregáveis, como as usadas em telefones celulares) e de óxido de mercúrio (pilhas comuns, mas que já não podem ser legalmente fabricadas no Brasil) devem ser recolhidas pelo comércio e encaminhadas aos fabricantes ou importadores para destinação adequada.
O consumidor pode encaminhar as baterias de celulares também para as assistências técnicas de operadoras de celular ou lojas que vendem aparelhos celulares.
Atenção! As pilhas de óxido de mercúrio são as de marcas piratas, que desobedecem à legislação, não pagam impostos e ainda contaminam o ambiente.
Pilhas e baterias são produtos que merecem cuidados especiais na hora de serem descartados, pois trazem substâncias tóxicas – metais – em sua composição.
Nas cidades onde há aterros sanitários, com sistemas de impermeabilização do solo, os metais tóxicos não causam danos ao meio ambiente. Mas na maioria das cidades brasileiras os resíduos ainda são depositados em lixões, que não têm qualquer sistema de impermeabilização. Assim, as substâncias tóxicas vão para o solo e contaminam os lençóis d’água subterrâneos.
A legislação brasileira proíbe o lançamento de pilhas e baterias a céu aberto, tanto em áreas urbanas como rurais, mas ainda não há um sistema estruturado de recolhimento de pilhas e baterias. Por lei, os fabricantes devem receber esse tipo de material descartado e encaminhado pelo consumidor.
Como descartar então?
Para começar, o consumidor consciente pode colaborar conhecendo um pouco mais a natureza dessa classe de produtos. A partir daí, fica mais fácil buscar a destinação final adequada para pilhas e baterias. O Instituto Akatu agrupa em grupos os tipos de pilhas e baterias disponíveis no mercado. Conheça mais.
Grupo 1
Pilhas e baterias de zinco-manganês, alcalinas-manganês, lithium, lithium ion, zinco-ar, niquel metal, hidreto, ou seja, as comuns, não-recarregáveis e as mais encontradas no mercado. Podem ser descartadas no lixo doméstico porque carregam substâncias tóxicas em níveis baixos e permitidos pela legislação, ou seja, que não agridem o meio ambiente.
Grupo 2
Baterias de chumbo ácido (usadas em automóveis), de níquel cádmio (as do tipo recarregáveis, como as usadas em telefones celulares) e de óxido de mercúrio (pilhas comuns, mas que já não podem ser legalmente fabricadas no Brasil) devem ser recolhidas pelo comércio e encaminhadas aos fabricantes ou importadores para destinação adequada.
O consumidor pode encaminhar as baterias de celulares também para as assistências técnicas de operadoras de celular ou lojas que vendem aparelhos celulares.
Atenção! As pilhas de óxido de mercúrio são as de marcas piratas, que desobedecem à legislação, não pagam impostos e ainda contaminam o ambiente.
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